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TU NOS OUVIDOS
PUNK CALIFA
POR FERNANDO DE SANTIS

“Ah, esse ano que passou foi punk!”. Tá aí uma frase que ouvimos todos os dias… e para mim, foi punk literalmente. Além dos acontecimentos dantescos, meus ouvidos receberam doses cavalares do bom e velho punk rock! Ouvi de tudo dentro do estilo, mas em especial, o punk californiano ocupou um lugar de destaque nas minhas paradas de audição, além de ter dado um baita upgrade nos meus discos de punk, da minha coleção.

 

Embora tenha tido um boom nos anos 80 e 90, o punk californiano surgiu nos anos 70, com os arruaceiros, mal encarados e encrenqueiros do Black Flag, liderados por Henry Rollins. Com estilo mais cru, o som dos caras agradava em cheio os skatistas de Santa Monica, e desde então, esse amor entre o estilo musical e o skate nunca mais se desfez. Debutaram com o álbum Damaged, que até hoje é uma referência no estilo. Na mesma década, surgiu em São Francisco o Dead Kennedys, que trouxe consigo o engajamento político, outro viés muito abordado pelo estilo musical. Desde então, esta liga entre política e punk jamais fora desfeita. Jello Biafra, vocalista da banda, engajou-se tanto politicamente, que concorreu a prefeitura de São Francisco, e ficou em quarto lugar no pleito. Jello também foi um dos grandes ativistas pelo movimento LGBT. DK estreou em 1980, com o clássico absoluto Fresh Fruit For Rotting Vegetables. 

Depois disso, os anos 80 transformaram-se no celeiro das bandas de punk da mesma região, o que acabou virando um estilo musical, o “Punk Californiano”. Talvez um dos nomes mais fortes no cenário, Bad Religion, surgiu no cenário em 1979, e é responsável por liderar o movimento e influenciar centenas de outras bandas. Surgiram de forma polêmica, com um nome polêmico e com um símbolo polêmico (uma cruz em uma placa de proibido). O cunho político em suas letras ditaram seus discursos. A discografia dos caras é repleta de clássicos, divididos em duas fases, praticamente. O começo agrada os fãs mais roots, com os discos Suffer, No Control, Against the Grain e o maravilhoso Generator. Como o sucesso nos mercados, acabaram indo para uma gravadora major, que desagradou aos fãs. Mas ainda assim lançaram discos incríveis, como o The Gray Race. Firmes e fortes, lançaram um disco em 2019, e inclusive passaram por Santos recentemente.

Depois disso, os anos 80 transformaram-se no celeiro das bandas de punk da mesma região, o que acabou virando um estilo musical, o “Punk Californiano”. Talvez um dos nomes mais fortes no cenário, Bad Religion, surgiu no cenário em 1979, e é responsável por liderar o movimento e influenciar centenas de outras bandas. Surgiram de forma polêmica, com um nome polêmico e com um símbolo polêmico (uma cruz em uma placa de proibido). O cunho político em suas letras ditaram seus discursos. A discografia dos caras é repleta de clássicos, divididos em duas fases, praticamente. O começo agrada os fãs mais roots, com os discos Suffer, No Control, Against the Grain e o maravilhoso Generator. Como o sucesso nos mercados, acabaram indo para uma gravadora major, que desagradou aos fãs. Mas ainda assim lançaram discos incríveis, como o The Gray Race. Firmes e fortes, lançaram um disco em 2019, e inclusive passaram por Santos recentemente.

Em 1987, surgiu em Berkley o Operation Ivy. Responsáveis por misturar punk com ska, lançaram apenas um disco. Dos integrantes, dois nomes ficariam marcados na história do estilo musical: Tim Armstrong e Matt Freeman, que dois anos depois acabaram criando o Rancid. E se você ouvir os discos do Operation e qualquer álbum do Rancid, verá que a sonoridade é idêntica. A mistura deliciosa de punk, reggae e ska ficou marcada e também se transformou em uma identidade que muitas bandas seguiram como referência.

Duas outras bandas que estouraram na mídia, mais do que os punks gostariam, foram o The Offspring e o Green Day. Donos de hits avassaladores, dominam até hoje as paradas em rádios, nos anos noventa, eram figurinhas carimbadas nos TOPs da emissora MTV. Comum vê-los em festivais dividindo palco com músicos mais populares, muitos fãs torcem o nariz para falar deles, mas não como negar que o legado do Offspring é muito coeso e que o Green Day tem álbuns maravilhosos, como Dookie e Insomniac, de 1994 e 1995, respectivamente. Som e atitude punk, eles têm, sem sombra de dúvidas!

O cenário do punk californiano é recheado de grupos incríveis, que valem muito a pena você escutar. Blink-182 que construiu grandes hits (e que copiou na cara dura o NOFX), Face to Face que influenciou até demais os brasileiros do CPM22, Suicidal Tendencies que fez uma mistura maravilhosa com o Thrash Metal, Pennywise e seu punk mais melódico, Goldfinger com seu ska punk excelente, Lagwagon com um som pra lá de despojado e divertido, No Use For a Name, Anti-Flag, Less Than Jake, Alkaline Trio… enfim, se 2021 continuar punk, como foi 2020, você já sabe por onde começar na sua trilha sonora. 

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